Embora o primeiro nome que costuma aparecer nas poucas publicações que tratam da história dos óculos seja o de Ariosto, italiano que viveu entre 1474 e 1533 dC e mencionou a miopia e a presbiopia em sua obra intitulada Problemata, tem-se notícia de que as mais antigas lentes conhecidas datam de 4000 anos antes de Cristo e foram descobertas pelo arqueólogo inglês, Sir Henry Layard na cidade de Nínive, região da Mesopotâmia, onde hoje se encontra o Iraque.
As lentes encontradas por ele eram transparentes, convexas, feitas em cristal de rocha, mas acredita-se que eram utilizadas apenas com a finalidade de convergidas para o sol, aquecer ou queimar alguma coisa.
Esta crença pode estar relacionada ao fato de Aristófanes (257-180 aC) ter descrito este método como sendo o utilizado para que se conseguisse fazer furos em superfícies rígidas.
Mais adiante, o naturalista italiano Plínio, relata que o imperador Nero valia-se de uma esmeralda para observar os gladiadores. Mas não há nenhum documento que prove se a pedra servia apenas como proteção ou se para permitir que Nero enxergasse melhor.
Outra referência interessante vem do espanhol Sêneca, nascido em Córdoba e falecido em Roma no ano 65 dC. Em sua obra ele faz referência a grandes globos cheios de água que possibilitavam a leitura de textos.
Em 280 aC Euclídes estudou o poder óptico em diversos elementos. Mas atribui-se ao cientista árabe Alhazen a primeira descrição do poder de aumento das lentes. Em seu livro Opticae Thesaurus ele descreve as diferentes formas de lentes sem, entretanto, referir-se sobre se seu uso facilitaria a leitura.
Roger Bacon, um aristocrata inglês que viveu entre 1214 e 1294, tendo estudado em universidades importantes com de Oxford e a de Paris, retomou esses trabalhos e continuou a estudar a refração através do vidro e do cristal de rocha.
Nos séculos XIII usava-se o berilo ou o quartzo para a confecção de lentes.
A partir do ano de 1300 é que começou a ser usado o vidro de Veneza. Giambaptista Della Porta (1535-1615) descreveu diversas experiências em óptica. Mas foi Johannes Kepler, em 1611, com sua obra Dioptria, o verdadeiro fundador da dioptria atual e o sábio que explicou a refração e os reflexos da luz.
Não se sabe que inventou os óculos. Mas é certo que ele surgiu na Itália, no final do século XIII. Antes disso, os problemas de visão eram tratados com base em pomadas e colírios.
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